NO PAÍS DA MENTIRA – A FARSA DA VACINA! (Primeira parte)

Perderam o controle total da COVID, “né”?

Claro que isso iria acontecer. A ignorância guiada pela mídia da mentira só poderia dar nisso.

Há cerca de quatro meses antes de terminar o ano a mídia golpista e reacionária foi obrigada a começar a falar da vacina. O que isso significou? O que há de subliminar nisso?

O objetivo era criar a ilusão de que a vacina seria uma solução rápida que iria acontecer no dia seguinte. Por que? Porque era necessário que os trabalhadores continuassem a trabalhar para sustentar as grandes indústrias e desviasse a atenção para a crise do capitalismo. Não importava se os ônibus estariam lotados e o vírus se espalhasse. Sem os direitos trabalhistas e a ajuda emergencial implantado de maneira toda atabalhoada, essa era a meta. E foi o que aconteceu. A mídia ajudou a incutir nas mentes dos trabalhadores o medo de perder os parcos empregos que é o grande fantasma criado. Criado pela enorme estratégia de produção do imenso exército de reserva alinhado ao rebaixamento dos salários, produzido a partir do governo Temer.  São mais de 14 milhões de trabalhadores desempregados. Os camelôs e microempresários são parte desse grande exército de reserva, o que eleva esse número para mais de 25 milhões de trabalhadores sem carteira assinada ou emprego regular, vivendo de misérias.

Qual seria o próximo passo? Exterminar os “indesejáveis”. Em primeiro lugar os mais idosos que pesam na Previdência. Depois os mais pobres e desclassificados que já não importam mais para as indústrias.

Desde então, vinte e quatro horas por dia o assunto passou a ser obrigatoriamente a vacina. Os médicos da área foram convidados e estimulados a repetir a mesma história o tempo todo, tentando interpretar o que estava acontecendo com o governo brasileiro que não providenciou as condições necessárias para a vacinação. A mídia evitava dizer que a vacina só viria muito tempo depois, que não teremos condição de vacinar toda a população, etc., etc. Que não era uma solução imediata. Embarcaram na grande MENTIRA. Agora, no começo do ano o assunto é a “cepa”. Vão falar disso o tempo todo, de minuto em minuto. Filmes das vacinas sendo produzidas. Notícias internacionais sobre a segunda onda, sobre o início das vacinações. Enquanto isso a boiada vai passando.

O que está por traz de tudo isso? Um grande acordão onde, bater no Bolsonaro está liberado para dar um ar de democracia. Principalmente pela Globo News que é um canal fechado. Quando as notícias vão para o Jornal Nacional e outros reportagens já vão filtradas, resumidas, sem debate. Sem críticas incisivas contra o Presidente impostor.

O que prova tudo isso? Que a ilusão pegou. Festas de fim de ano e carnaval no fundo, comemoraram a chegada da vacina. Que vacina? Há mais de um mês que a média de mortes diárias (fora as subnotificações) passa de 1.000. E a mídia ainda tem coragem de utilizar o termo estabilidade. Mais de mil mortos por dia é para comemorar a estabilidade? Este é um país em que a população não acredita em mais nada. Junta-se isso ao estado de ignorância acumulado ao longo do tempo, mais a fala dos negacionistas e temos essa sopa de covide sendo servida na mesa dos telespectadores, de bandeja. A mídia é capaz de falar em distanciamento e no intervalo publicitário seguinte colocar anúncio de viagens turísticas, como se existisse um paraíso onde o vírus não pega.

O objetivo é criar a confusão, o descrédito, a fantasia de que tudo estará resolvido a partir das imagens de aviões trazendo as vacinas, etc., etc. Para esconder que as mortes passam de 1.000 há dois meses, agora falam em quebra de recorde nos últimos 15 dias, diminuindo o tempo.

Apenas 4,5% da população até agora foi vacinada. É muito pouco. É como se a mentira fosse estabelecida em pequenas doses.

Autoria: Milton Machado Luz

Cientista Social e autor de artigos sobre história, cultura e literatura.

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