NO PAÍS DA MENTIRA – A FARSA DA VACINA – (Parte II)

Brasil vive o pior colapso sanitário e hospitalar de sua história, aponta Fiocruz. Mais de 420.000 mortos. Milhares de pessoas esperando tratamento, sem leitos nos hospitais, sem oxigênio nas UTIs, sem insumos para os internados e para as vacinas.

Não é a vacina que é falsa, embora muitas podem até ser. Cada uma tem as suas especificações e autorizações, daí as dificuldades para aprovação. Não é disso que estamos falando. Falamos da ilusão implantada pela mídia de que muito em breve a vacina resolveria todos os problemas. E o pessoal foi pra rua no final do ano e em outras datas já comentadas. Deu no que deu.

Todos os governos de direita dos Estados embarcaram nessa farsa da vacina. Sem uma coordenação nacional alguns Governadores foram organizando suas farsas para deixarem as indústrias funcionando, por pressão do empresariado, e a covid foi se espalhando. Um indicador dessa prática foi o sistema de transporte que não parou em nenhum momento. Surgiu até a desculpa de que precisavam deixar o transporte em atividade por causa dos profissionais da saúde. Era tudo mentira. Existem muitas outras soluções para o pessoal da saúde que nem sequer foram discutidas. O lockdown não veio e a covid foi se espalhando.

O teatrinho do Dória, agarrando-se a questões reais de necessidade de controle, serviu exatamente para alimentar essa farsa. Com toda pompa e aparato fez discurso agressivo contra o genocida, mas deixou as indústrias e o transporte funcionando sem restrições. Conclusão, no próprio Estado de São Paulo a pandemia explodiu em número de casos e ocupação dos leitos hospitalares.

 

Atualizando/16-05-2021 – casos confirmados no Estado de São Paulo = 1. 101.544;

óbitos = 104.219

 

“Deu ruim, né Dória”. Era tudo mentira. Quando você todo “Mauricinho” lançou aquele teatrinho e não fez nada para interromper o serviço das indústrias, deixando os trabalhadores espremidos no transporte coletivo, o resultado, já se sabia, seria fatal. Deu no que deu: São Paulo veio batendo recordes de mortes. E mais: 547 pessoas morreram desde o início do mês passado na fila esperando por uma UTI. Os dados acima demonstram o fracasso da política aplicada, ou melhor, não aplicada.

São milhares de internados. A mídia nem destaca mais os casos de recuperados, pois nem se sabe ainda os efeitos causados naqueles que pegaram a doença.

E São Paulo continuou batendo vários recordes. Dados de 5 de abril, no auge das entrevistas circuladas na mídia: “29.510 internados, sendo 12.963 pacientes em leitos de Terapia Intensiva e 16.547 em enfermaria. As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 90,7% no Estado e de 90,6% na Grande São Paulo” (sãopaulo.sp.gov.br). O problema é que dava a impressão de que tudo ia se resolver com a chegada das vacinas. Aviões chegavam e caixinhas de vacinas eram postadas nas mídias. Pergunta: cadê as vacinas?

A farsa da mídia dia-a-dia se completava com a apresentação dos mapinhas coloridos sem lastro científico nenhum. Estados mudavam de cor, ou seja, de fase de um dia para o outro num passe de mágica. Aí vem as fases emergenciais, fases com certas restrições para uns e liberdade para outros, instalando-se a balbúrdia total na cabeça da população e dos comerciantes e prestadores de serviço, pegos como bode expiatórios.

Notícia que circulou na internet é assustadora: “Prefeitura de São Paulo começa a abrir 600 covas por dia”.

“A Prefeitura de São Paulo começou nesta quarta-feira os trabalhos de abertura de 600 sepulturas por dia em quatro cemitérios da cidade, diante do aumento no número de enterros em meio à pandemia de covid-19, informou a Secretaria de Subprefeituras do município, responsável pelo Serviço Funerário paulistano” (por Eduardo Simões no site do Terra).

Outra farsa que passa despercebida com os “mapinhas” é a confusão de informações que distinguem estados do nordeste, dos estados do sul e sudeste, de estados e capitais que possuem governadores e prefeitos bolsonaristas cujas práticas são bastante distintas.

Só para completar, o Brasil atingiu em 16/05/2021 a marca de 435.751 mortes. Também foram contabilizados 40.941 novos casos de coronavírus e, com isso, o total de infecções no país acumula 15.627.475.

O número de casos e mortes reportados pode conter subnotificações devido aos testes represados nos hospitais em finais de semana.

Veja mais em https://www.bol.uol.com.br/noticias/2021/05/16/brasil-registra-1036-novas-mortes-por-covid-19-e-total-alcanca-435751.htm?cmpid=copiaecola

“O Brasil possui o segundo maior número de mortes pela doença no mundo, abaixo apenas dos Estados Unidos, e a terceira maior contagem de casos confirmados de coronavírus, atrás dos EUA e da Índia”. E faltam vacinas!!!

Portanto, vamos começar a semana que terá três depoimentos importantíssimos na “CPI do genocídio”, com esses dados, para saber que, mesmo a mídia sonegando informações e minimizando o problema com registros tais como “estabilidade”, “média de mortes”, e outras jogadas, que a situação ainda é gravíssima e não há perspectivas de melhora uma vez que a demora na vacinação provoca o surgimento de novas variantes somadas às informações de que outras variantes vindas de fora estão chegando.

Portanto, essencial é o isolamento, o uso de máscaras e higiene das mãos. Esses dados mostram que nunca foi intenção do Governo central salvar as pessoas. O país está abandonado.

Autoria: Milton Machado Luz

Cientista Social e autor de artigos sobre história, cultura e literatura.

Posts Relacionados
Deixe um comentário