CAPSULAS DE OTIMISMO (I)

  • Esta seção de política não tem nada a ver com auto ajuda como pode parecer. Cápsula, porque serão pequenos trechos incluídos num contexto. Otimismo, porque sempre acreditei que as pessoas podem atingir a compreensão, desde que consigam captar a metodologia correta. Não são também receitas. São momentos de resistência. Por isso é preciso comentar, e ser otimista quanto à compreensão das pessoas.
  • Nestes últimos tempos temos vivido momentos de horror. Depois da sessão do dia 02/08/2017 na Câmara dos Deputados, em que o impostor foi absolvido, escancarou-se mais ainda o que é a sociedade brasileira, pois ali, estavam representadas quase todas as tendências de pensamento. Um leque que vai da imbecilidade pela aceitação incoerente do que está acontecendo no país à crítica contundente das ações políticas do Brasil de hoje.
  • Acho que já deu para perceber que a corrupção vem de longe neste país. Ela penetra no seio da sociedade e atinge, como é óbvio, com a maior facilidade, nos órgãos dirigentes da política brasileira. Os envolvidos tentam dar a ela um ar de legalidade e competência pelo tamanho das cifras monetárias envolvidas nesse processo. As operações da Polícia Federal que felizmente estão vindo à tona, embora com várias distorções, são uma pequena amostra do tamanho do buraco.
  • Ficou claro também que o Poder Executivo, um dos poderes em que se divide a democracia neste sistema, tem que se submeter ao Poder Legislativo, quando não se chama o povo para participar, embora o Legislativo se diga representante do povo. A palavra de ordem, portanto, é: tem-se que conquistar uma base de apoio. A que custo? Com que programa? De que maneira: por baixo do pano? Temos uma legislação eleitoral que favorece essas negociações. Isso não quer dizer que ela tenha que ser destruída, como no caso do distritão e do fundo eleitoral, tem, sim, é que ser aperfeiçoada. Preparem-se para mais um golpe.
  • Fica claro também que o Poder Judiciário não está imune a todo esse processo de corrupção.
  • Outro assunto que ficou escancarado também é que a corrupção não favorece em nada aos trabalhadores, nem à população em geral, nem mesmo à classe média. Favorece sim, aos poderosos portadores das riquezas, pois se corruptos, são a esses poderosos que irão servir. Portanto, os corruptos que temos visto estabelecidos no poder, não estão lá para favorecer a população, mas sim, para beneficiar a eles próprios. Os cidadãos sérios que ocupam cargos públicos são massacrados por essa gente. Historicamente foi isso o que aconteceu. Precisa-se encontrar mecanismos para mudar essa situação.

Autoria: Milton Machado Luz

Cientista Social e autor de artigos sobre história, cultura e literatura.

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